Viver
É ousar e acreditar
Acreditar nos sonhos e saber
Que somos capazes de realizá-los
É acreditar no Encanto e na Magia da Vida
E ouvir sempre a voz do coração
Pois lá, no santuário do coração
Reside o Encanto e a Magia da Vida!
Viver
É buscar a harmonia de dentro para fora
É sentir no coração a emoção da vida
É sentir o sol pulsante, o orvalho do amanhecer
É sentir as estrelas falando direto ao seu coração
É ver e sentir a vida que pulsa em um animal
É sentir compaixão pela dor do outro
É amenizar o sofrimento daqueles que sofrem
Viver
É estar com o outro lado a lado e
sentir-se feliz por ele estar feliz
E na tristeza, levar uma mensagem de amor, fé e esperança
Porque na vida o fim não existe.
Na verdade quando pensamos que estamos no fim,
Estamos novamente recomeçando
Porque a eternidade simplesmente é: não tem início nem fim.
Viva a vida!
Mas não se esqueça que para se viver ,
É preciso sentir.
Então sinta a vida, em toda sua plenitude,
Através do pulsar do seu coração.
Fátima dos Anjos
Fluir pela existência com os olhos brilhando de lucidez é valor incalculável. Ser paz íntima abraçando o mundo é ouro que reluz em todas as dimensões viva o profeta da floresta.a cada dia a cada hora sinto a vida fluir mais dentro do acerto e posso ver o claro caminho sagrado em suas graças nos realiza
Ioga Lirio Forster
- Ioga Lirio Forster
- Rio de Janeiro, Barra de Guaratiba, Brazil
- Sou artista plastico pretendo utilizar este blog para divulgar meu trabalho e envolver pessoas que gostam de apreciar pintura e desenhos e divulgar algumas ideias frases, textos poesias pensamentos meus e de outros pensadores...meus contatos celular 88920080 24100562
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
“De onde vem o conceito de espírito como oposto de corpo? O homem sempre teve a idéia de um acesso privilegiado a algo sobrenatural? De acordo com David Abram, que conviveu com tribos na Indonésia para descobrir a ligação entre magia e medicina, não há nada de sobrenatural no xamanismo.
No capítulo “A ecologia da magia”, ele diz que o xamã não está em contato com entidades sobrenaturais, mas sim fenômenos naturais que causam tamanho espanto à mente humana que só podemos nos referir àquilo como “magia”. O que é visto com maravilha não é nada além da natureza que está aquém e além do homem, pois apesar de não a compreendermos, ela nos compreende e se comunica conosco.
Os xamãs originais eram membros indistintos da tribo, não tinham um acesso privilegiado a segredos ou mistérios da natureza. Tinham mais contato com a natureza porque ficavam à margem da sociedade. Todas as populações de animais oscilam em harmonia com os recursos que elas usam do meio. A natureza é fonte da vida e da morte. O xamã traz boas e más noticias, traz curas e também maldições. As maldições podem ser mudanças no meio, que o xamã, por estar nos limites da tribo, percebe primeiro, ao observar o comportamento modificado dos animais. Para curar, o xamã usa um conhecimento comum a toda a tribo, ele apenas tem mais prática. Logo, o xamanismo não é privilégio do xamã.
O conceito de espírito como algo interno, anterior e superior ao corpo, se origina de uma perda da nossa reciprocidade ancestral com a comunidade da vida. Em culturas genuinamente orais, não é enviando sua consciência além do mundo natural que se faz contato com as forças da vida, nem fazendo jornadas num mundo espiritual interior, mas projetando sua consciência lateralmente, nas profundezas de um meio tanto sensível quanto psicológico, o sonho vivo que dividimos com todas as criaturas vivas. Isto ecoa com a idéia de transcendência horizontal, que Aldous Huxley cita no apêndice de Demônios de Loudum.
A visão popular do xamanismo é que ele serve para transcendência pessoal. Mas os “xamãs urbanos” parecem esquecer dos motivos para alterar sua consciência. Hoje há empresas e profissionais que decidem, com base na ciência, até onde a natureza pode agir. Nós agora organizamos a natureza de acordo com nossa inteligência. Os xamãs originais precisavam lidar com a natureza nos termos dela, isto é, sem nunca compreender realmente o que se passava, sem uma explicação racional. Outros animais fazem o mesmo, lidam com o meio sem terem plena consciência do que estão fazendo, mas fazem exatamente o que é preciso para manter o equilíbrio. O homem tribal não pode usar a lógica de sua cultura para ouvir o que a as outras formas de vida tem a dizer. Ele deve se deixar levar por uma lógica mais ampla, uma lógica não humana. O homem civilizado precisa reduzir tudo à lógica de sua própria cultura, e esse é o fim da “magia”.
Há um exemplo interessante no texto de Abram. Ele ficou um tempo na casa de um xamã. Todo dia, ao trazer a comida, o xamã colocava uma pequena quantidade de comida em pontos ao redor da casa. Ele dizia que eram oferendas para os espíritos da casa. À tarde, quando observou de novo, a comida que foi oferecida tinha sumido. Então ele resolveu ficar olhando para ver como a comida sumia. Ele descobriu que a comida era recolhida pelas formigas. Na região há muitas formigas, e as oferendas pareciam ter uma utilidade prática: 1- servem para saciar as formigas e impedir que elas continuem e invadam a casa. Ao encontrar a comida, elas dão meia volta para o formigueiro. 2- Serve para atrasar as formigas num eventual ataque em massa, comum na região. 3- Serve para medir a população de formigas, prevendo eventuais ataques em massa. Mas o importante não é saber que há uma utilidade prática por trás de cada rito. O interessante é que o xamã nunca pensa nisso. Ele não precisa saber explicar porque isso funciona.
As teorias científicas não nos tornaram mais inteligentes, nosso cérebro continua o mesmo há pelo menos 50 mil anos. De fato, ele se acostumou a não ter que explicar tudo em palavras, pois é basicamente um cérebro de ação. Linguagem é apenas uma função do cérebro. O fato de que agora precisamos explicar tudo não nos torna mais capazes de sobreviver, e sim mais estressados. Sobrevivemos durante 90% da nossa existência sem teorias, mas sim prática. Seguindo a lei do menor gasto de energia, as teorias sobre tudo que ocorre são um desperdício para pessoas que convivem em comunidade. Elas só são úteis quando as pessoas estão afastadas, pois não precisamos explicar o que estamos fazendo às pessoas com que convivemos todos os dias. Esse afastamento só é possível em sociedades de massa. Logo, numa nova comunidade tribal, sua importância diminuiria até o ponto de se extinguir. Se isto for verdade, então não precisamos combater o pensamento simbólico como se ele fosse maléfico, como se ele tivesse que ser extinto para podermos voltar à naturalidade. Ao experimentarmos modos de vida não que não sejam massificados, a necessidade da representação diminuirá por economia de energia. Deixaremos de fazer coisas que antes pareciam necessárias e que então se tornarão inúteis.
“Espíritos”, para uma cultura tribal, são primariamente formas de “inteligência” não-humana. Por exemplo, todos os lobos “sabem” coisas semelhantes, independente de onde nasçam. Para os tribais, é como se os lobos fossem uma tribo só, estão unidos por uma sabedoria comum. O “espírito do lobo” é essa sabedoria que une todos os grupos isolados de lobos sem que eles se comuniquem. Não funciona para humanos, porque humanos se comportam de formas muito diferentes em diferentes grupos (pelo menos de acordo com o olhar humano), ou seja, dependem da tradição oral. Do ponto de vista dos tribais, o modo de vida humano é o único que não é regido por nenhum espírito. É criação humana.
Para as culturas tribais, a morte de uma pessoa significava uma “reencarnação” num modo não humano, porém ainda natural. O conceito era de que a vida não desaparece, ela muda de lugar. Assim como a morte de uma presa é a vida do predador, a morte do predador é a vida da presa. E por que a permanência da personalidade é tão importante para nós? É comum ver a explicação de que espíritos de pessoas mortas rondam o mundo porque “deixaram algo pendente”. Eu identifico isso como ressentimento. A maioria das pessoas de nossa cultura não vive sua vida natural, mas uma vida artificial, elas sempre morrem “com algo pendente”. Esse algo pode ser o simples desejo de liberdade e felicidade, impossibilitado por uma cultura de controle. Esse sentimento é próprio da nossa cultura. Em culturas tribais provavelmente não há muitos “assuntos pendentes” que exigem a sobrevivência da personalidade para se realizarem. Esse conceito depende de certo grau de egocentrismo.
A adoração aos ancestrais não é um reconhecimento do poder humano, mas sim do que há de primitivo em cada humano, a sua essência primitiva. Mesmo as culturas mais antigas sentiam que nós dividimos ancestralidade com os animais, vegetais e até minerais. Um antepassado não tem mais a forma humana, ele se espalha pelo terreno. Sua personalidade não permanece, porque sua essência não é sua personalidade. Sua essência é seu corpo, seu corpo está agora misturado substancialmente com outros seres. Pode estar no ar, invisível, porém ainda material. O que havia de mais significativo em sua personalidade só pode permanecer nas estórias que ele deixou. Na morte o homem retorna à natureza que o criou. Portanto os antepassados estão ao redor da aldeia, eles são as formigas, as nuvens e as árvores. Neste sentido, podem dizer que o homem não abandona seu corpo, pois o corpo é o que o torna homem. Mas ele nunca deixa a natureza.
Quando um xamã fala de poder, ele fala de algo que existe na natureza. Ele pode sentir uma força invisível, mas ainda assim ele a sente porque ela se manifesta de alguma forma no mundo. O xamã não eleva seus sentidos acima do mundo sensível, e sim dentro dele. Não é por outros sentidos que ele se comunica com o meio, mas sim com os seus sentidos. Uma pessoa comum pode achar que ele tem um sentido a mais, porque ela não percebe o mesmo que ele. As diferenças sutis num terreno podem informar coisas importantes àquele que está acostumado a observá-lo. O tipo de animal que vive por ali, por exemplo. Uma marca tênue pode significar perigo. Uma área de “poder” pode ser uma área segura, onde se pode observar longe, onde o comportamento do meio seja mais visível. Novamente, o xamã não precisa saber disso. Ele apenas sente, e isso funciona.
O xamã se comunica com os outros animais porque sua presença se torna neutra para eles. Mas nós, vivendo em cidades, não podemos fazer o mesmo. Nós não somos neutros para os animais que nos cercam. Eles nos temem, e nós os tememos. Criamos uma fronteira que não existia antes, e não pode ser quebrada fazendo um “workshop” de xamanismo. Não podemos resgatar nossa naturalidade vivendo num ambiente artificial, num modo de vida artificial. A medicina baseada nos métodos do xamanismo não pode ter os mesmos resultados, pois a causa dos nossos desequilíbrios não é individual, está na relação da nossa sociedade com o resto da comunidade da vida. Nós vemos o mundo como se ele fosse um mundo meramente humano, nós nos esquecemos que vivemos num mundo não-humano, e deixamos de afinar nossas percepções para tudo que não é humano.
Muitos acreditam que o conceito de espírito como algo não material é uma continuação lógica do animismo, algo necessário para o desenvolvimento psíquico do homem. Mas o conceito de espírito é um passo além numa direção etnocêntrica, numa direção que reduz o mundo natural a um mundo cultural. Não podemos ser humanos sem a reciprocidade com o não humano. A forma humana foi criada em conformidade com o meio natural, e sobreviveu porque havia reciprocidade na comunicação com o resto da comunidade da vida. Quando negamos essa relação igualitária, não o fazemos para sobreviver ou para explicar melhor o mundo. Nada disso era necessário, o homem não estava ameaçado, viveu em tribos por 90 mil anos. Ao mudar nossa relação para uma não igualitária, tudo que ganhamos foi maior quantidade de pessoas. A tecnologia possibilita que mais pessoas vivam dessa forma, mas não pode evitar o custo desse projeto expansivo, que é a nossa natureza humana.
O xamã pode ser visto como uma figura de poder que inaugura a hierarquia entre os homens, mas nem sempre foi assim. O xamã em seu contexto original não está separado da tribo. Ele não possui um conhecimento inacessível aos outros membros. Os outros membros o aceitam porque sabem o que ele está fazendo. O xamã no contexto original não pode ganhar poder porque não controla as forças da natureza, apenas se comunica com elas. Se em algum ponto da história humana foi instituído o poder de um homem usando o título de xamã, é porque já havia um acesso privilegiado a algo que os outros não podiam saber de forma alguma, algo distinto da percepção partilhada. Um conceito de algo sobrenatural, algo que pessoas normais não podem acessar; algo distinto do corpo: o nosso conceito de espírito. Tal conceito é uma criação humana para justificar privilégio, para justificar o poder de um homem sobre outro, e sobre a própria natureza. Talvez o próprio conceito de xamanismo já seja uma traição das práticas animistas, assim como a palavra “espírito” foi colocada na boca dos tribais. No fundo, não há xamãs, há seres humanos que vivem na natureza e há seres humanos que tentam viver fora dela.”
No capítulo “A ecologia da magia”, ele diz que o xamã não está em contato com entidades sobrenaturais, mas sim fenômenos naturais que causam tamanho espanto à mente humana que só podemos nos referir àquilo como “magia”. O que é visto com maravilha não é nada além da natureza que está aquém e além do homem, pois apesar de não a compreendermos, ela nos compreende e se comunica conosco.
Os xamãs originais eram membros indistintos da tribo, não tinham um acesso privilegiado a segredos ou mistérios da natureza. Tinham mais contato com a natureza porque ficavam à margem da sociedade. Todas as populações de animais oscilam em harmonia com os recursos que elas usam do meio. A natureza é fonte da vida e da morte. O xamã traz boas e más noticias, traz curas e também maldições. As maldições podem ser mudanças no meio, que o xamã, por estar nos limites da tribo, percebe primeiro, ao observar o comportamento modificado dos animais. Para curar, o xamã usa um conhecimento comum a toda a tribo, ele apenas tem mais prática. Logo, o xamanismo não é privilégio do xamã.
O conceito de espírito como algo interno, anterior e superior ao corpo, se origina de uma perda da nossa reciprocidade ancestral com a comunidade da vida. Em culturas genuinamente orais, não é enviando sua consciência além do mundo natural que se faz contato com as forças da vida, nem fazendo jornadas num mundo espiritual interior, mas projetando sua consciência lateralmente, nas profundezas de um meio tanto sensível quanto psicológico, o sonho vivo que dividimos com todas as criaturas vivas. Isto ecoa com a idéia de transcendência horizontal, que Aldous Huxley cita no apêndice de Demônios de Loudum.
A visão popular do xamanismo é que ele serve para transcendência pessoal. Mas os “xamãs urbanos” parecem esquecer dos motivos para alterar sua consciência. Hoje há empresas e profissionais que decidem, com base na ciência, até onde a natureza pode agir. Nós agora organizamos a natureza de acordo com nossa inteligência. Os xamãs originais precisavam lidar com a natureza nos termos dela, isto é, sem nunca compreender realmente o que se passava, sem uma explicação racional. Outros animais fazem o mesmo, lidam com o meio sem terem plena consciência do que estão fazendo, mas fazem exatamente o que é preciso para manter o equilíbrio. O homem tribal não pode usar a lógica de sua cultura para ouvir o que a as outras formas de vida tem a dizer. Ele deve se deixar levar por uma lógica mais ampla, uma lógica não humana. O homem civilizado precisa reduzir tudo à lógica de sua própria cultura, e esse é o fim da “magia”.
Há um exemplo interessante no texto de Abram. Ele ficou um tempo na casa de um xamã. Todo dia, ao trazer a comida, o xamã colocava uma pequena quantidade de comida em pontos ao redor da casa. Ele dizia que eram oferendas para os espíritos da casa. À tarde, quando observou de novo, a comida que foi oferecida tinha sumido. Então ele resolveu ficar olhando para ver como a comida sumia. Ele descobriu que a comida era recolhida pelas formigas. Na região há muitas formigas, e as oferendas pareciam ter uma utilidade prática: 1- servem para saciar as formigas e impedir que elas continuem e invadam a casa. Ao encontrar a comida, elas dão meia volta para o formigueiro. 2- Serve para atrasar as formigas num eventual ataque em massa, comum na região. 3- Serve para medir a população de formigas, prevendo eventuais ataques em massa. Mas o importante não é saber que há uma utilidade prática por trás de cada rito. O interessante é que o xamã nunca pensa nisso. Ele não precisa saber explicar porque isso funciona.
As teorias científicas não nos tornaram mais inteligentes, nosso cérebro continua o mesmo há pelo menos 50 mil anos. De fato, ele se acostumou a não ter que explicar tudo em palavras, pois é basicamente um cérebro de ação. Linguagem é apenas uma função do cérebro. O fato de que agora precisamos explicar tudo não nos torna mais capazes de sobreviver, e sim mais estressados. Sobrevivemos durante 90% da nossa existência sem teorias, mas sim prática. Seguindo a lei do menor gasto de energia, as teorias sobre tudo que ocorre são um desperdício para pessoas que convivem em comunidade. Elas só são úteis quando as pessoas estão afastadas, pois não precisamos explicar o que estamos fazendo às pessoas com que convivemos todos os dias. Esse afastamento só é possível em sociedades de massa. Logo, numa nova comunidade tribal, sua importância diminuiria até o ponto de se extinguir. Se isto for verdade, então não precisamos combater o pensamento simbólico como se ele fosse maléfico, como se ele tivesse que ser extinto para podermos voltar à naturalidade. Ao experimentarmos modos de vida não que não sejam massificados, a necessidade da representação diminuirá por economia de energia. Deixaremos de fazer coisas que antes pareciam necessárias e que então se tornarão inúteis.
“Espíritos”, para uma cultura tribal, são primariamente formas de “inteligência” não-humana. Por exemplo, todos os lobos “sabem” coisas semelhantes, independente de onde nasçam. Para os tribais, é como se os lobos fossem uma tribo só, estão unidos por uma sabedoria comum. O “espírito do lobo” é essa sabedoria que une todos os grupos isolados de lobos sem que eles se comuniquem. Não funciona para humanos, porque humanos se comportam de formas muito diferentes em diferentes grupos (pelo menos de acordo com o olhar humano), ou seja, dependem da tradição oral. Do ponto de vista dos tribais, o modo de vida humano é o único que não é regido por nenhum espírito. É criação humana.
Para as culturas tribais, a morte de uma pessoa significava uma “reencarnação” num modo não humano, porém ainda natural. O conceito era de que a vida não desaparece, ela muda de lugar. Assim como a morte de uma presa é a vida do predador, a morte do predador é a vida da presa. E por que a permanência da personalidade é tão importante para nós? É comum ver a explicação de que espíritos de pessoas mortas rondam o mundo porque “deixaram algo pendente”. Eu identifico isso como ressentimento. A maioria das pessoas de nossa cultura não vive sua vida natural, mas uma vida artificial, elas sempre morrem “com algo pendente”. Esse algo pode ser o simples desejo de liberdade e felicidade, impossibilitado por uma cultura de controle. Esse sentimento é próprio da nossa cultura. Em culturas tribais provavelmente não há muitos “assuntos pendentes” que exigem a sobrevivência da personalidade para se realizarem. Esse conceito depende de certo grau de egocentrismo.
A adoração aos ancestrais não é um reconhecimento do poder humano, mas sim do que há de primitivo em cada humano, a sua essência primitiva. Mesmo as culturas mais antigas sentiam que nós dividimos ancestralidade com os animais, vegetais e até minerais. Um antepassado não tem mais a forma humana, ele se espalha pelo terreno. Sua personalidade não permanece, porque sua essência não é sua personalidade. Sua essência é seu corpo, seu corpo está agora misturado substancialmente com outros seres. Pode estar no ar, invisível, porém ainda material. O que havia de mais significativo em sua personalidade só pode permanecer nas estórias que ele deixou. Na morte o homem retorna à natureza que o criou. Portanto os antepassados estão ao redor da aldeia, eles são as formigas, as nuvens e as árvores. Neste sentido, podem dizer que o homem não abandona seu corpo, pois o corpo é o que o torna homem. Mas ele nunca deixa a natureza.
Quando um xamã fala de poder, ele fala de algo que existe na natureza. Ele pode sentir uma força invisível, mas ainda assim ele a sente porque ela se manifesta de alguma forma no mundo. O xamã não eleva seus sentidos acima do mundo sensível, e sim dentro dele. Não é por outros sentidos que ele se comunica com o meio, mas sim com os seus sentidos. Uma pessoa comum pode achar que ele tem um sentido a mais, porque ela não percebe o mesmo que ele. As diferenças sutis num terreno podem informar coisas importantes àquele que está acostumado a observá-lo. O tipo de animal que vive por ali, por exemplo. Uma marca tênue pode significar perigo. Uma área de “poder” pode ser uma área segura, onde se pode observar longe, onde o comportamento do meio seja mais visível. Novamente, o xamã não precisa saber disso. Ele apenas sente, e isso funciona.
O xamã se comunica com os outros animais porque sua presença se torna neutra para eles. Mas nós, vivendo em cidades, não podemos fazer o mesmo. Nós não somos neutros para os animais que nos cercam. Eles nos temem, e nós os tememos. Criamos uma fronteira que não existia antes, e não pode ser quebrada fazendo um “workshop” de xamanismo. Não podemos resgatar nossa naturalidade vivendo num ambiente artificial, num modo de vida artificial. A medicina baseada nos métodos do xamanismo não pode ter os mesmos resultados, pois a causa dos nossos desequilíbrios não é individual, está na relação da nossa sociedade com o resto da comunidade da vida. Nós vemos o mundo como se ele fosse um mundo meramente humano, nós nos esquecemos que vivemos num mundo não-humano, e deixamos de afinar nossas percepções para tudo que não é humano.
Muitos acreditam que o conceito de espírito como algo não material é uma continuação lógica do animismo, algo necessário para o desenvolvimento psíquico do homem. Mas o conceito de espírito é um passo além numa direção etnocêntrica, numa direção que reduz o mundo natural a um mundo cultural. Não podemos ser humanos sem a reciprocidade com o não humano. A forma humana foi criada em conformidade com o meio natural, e sobreviveu porque havia reciprocidade na comunicação com o resto da comunidade da vida. Quando negamos essa relação igualitária, não o fazemos para sobreviver ou para explicar melhor o mundo. Nada disso era necessário, o homem não estava ameaçado, viveu em tribos por 90 mil anos. Ao mudar nossa relação para uma não igualitária, tudo que ganhamos foi maior quantidade de pessoas. A tecnologia possibilita que mais pessoas vivam dessa forma, mas não pode evitar o custo desse projeto expansivo, que é a nossa natureza humana.
O xamã pode ser visto como uma figura de poder que inaugura a hierarquia entre os homens, mas nem sempre foi assim. O xamã em seu contexto original não está separado da tribo. Ele não possui um conhecimento inacessível aos outros membros. Os outros membros o aceitam porque sabem o que ele está fazendo. O xamã no contexto original não pode ganhar poder porque não controla as forças da natureza, apenas se comunica com elas. Se em algum ponto da história humana foi instituído o poder de um homem usando o título de xamã, é porque já havia um acesso privilegiado a algo que os outros não podiam saber de forma alguma, algo distinto da percepção partilhada. Um conceito de algo sobrenatural, algo que pessoas normais não podem acessar; algo distinto do corpo: o nosso conceito de espírito. Tal conceito é uma criação humana para justificar privilégio, para justificar o poder de um homem sobre outro, e sobre a própria natureza. Talvez o próprio conceito de xamanismo já seja uma traição das práticas animistas, assim como a palavra “espírito” foi colocada na boca dos tribais. No fundo, não há xamãs, há seres humanos que vivem na natureza e há seres humanos que tentam viver fora dela.”
terça-feira, 7 de setembro de 2010
apuro
Namastê
O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você!
El Dios que está en mí, da la bienvenida al Dios que está en usted!
Apuro
Passamos pelo apuro para o nosso crescimento, através de nossa matéria, para que Nosso Senhor, na Sua infinita bondade e misericórdia, nos dê um dia glorioso e nos aceite no seio do Amor mais soberano e profundo, que é a luz maior de seu paraíso. Para que isso aconteça, nos lapidamos nas lições do nosso dia-a-dia, até chegarmos ao entendimento total e sermos senhores de nossas ações, com consciência pura no conhecimento real, aquele que nos separa das impurezas, para alcançamos o verdadeiro Amor puro.
(A) do amor,
(P) do Pai, que é perfeição,
(U) do Único Universo, que é a sua unidade, que representa a nossa união, como seres da Luz Universal, e mais o (R), da nossa Redenção total ao Senhor, que é a revelação definitiva da verdadeira ordem do Astral Superior. Assim, estaremos mais próximos da realidade do nosso crescimento espiritual.
O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você!
El Dios que está en mí, da la bienvenida al Dios que está en usted!
Apuro
Passamos pelo apuro para o nosso crescimento, através de nossa matéria, para que Nosso Senhor, na Sua infinita bondade e misericórdia, nos dê um dia glorioso e nos aceite no seio do Amor mais soberano e profundo, que é a luz maior de seu paraíso. Para que isso aconteça, nos lapidamos nas lições do nosso dia-a-dia, até chegarmos ao entendimento total e sermos senhores de nossas ações, com consciência pura no conhecimento real, aquele que nos separa das impurezas, para alcançamos o verdadeiro Amor puro.
(A) do amor,
(P) do Pai, que é perfeição,
(U) do Único Universo, que é a sua unidade, que representa a nossa união, como seres da Luz Universal, e mais o (R), da nossa Redenção total ao Senhor, que é a revelação definitiva da verdadeira ordem do Astral Superior. Assim, estaremos mais próximos da realidade do nosso crescimento espiritual.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
isso
A medida que vc progride para cima em direção ao coração toda a sua vida se transforma num compartilhar de amor é por isso que na vida mundana as pessoas dizem que o amor vem do coração para elas isso é um papaguear um falar por ouvir dizer, elas de fato nao conheçem pq nunca chegaram em seu proprio coração
mas o meditador chega ao seu coração a medida que ele chega ao âmago do seu ser derrepente aconteçe uma explosão de amor, compaixão, alegria, bem-aventurança e de extases, e com tal uma força que atinge o coração e abre o coração...
mas o meditador chega ao seu coração a medida que ele chega ao âmago do seu ser derrepente aconteçe uma explosão de amor, compaixão, alegria, bem-aventurança e de extases, e com tal uma força que atinge o coração e abre o coração...
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
osho
Love vem do sânscrito lohba, avareza. A amizade pertence ao templo e não à loja. Devemos ser amigáveis com todos: pessoas, animais, plantas e não criar amizades, necessariamente. Amizade é amor sem caráter biológico. As pessoas iluminadas têm mais inimigos do que as não-iluminadas, pois os cegos não perdoam quem enxerga e os ignorantes não perdoam quem sabe. Ser amigável, amoroso, autêntico, inocente sem causa é suficiente para disparar muitos egos contra si.
Meditação e Amor - Quem quiser harmonia no amor precisa aprender a ser mais meditativo. O amor sozinho é cego, quem enxerga é a meditação. É bom substituir brigas por entendimento. Os conflitos existem por falta de compreensão. As palavras medicina e meditação têm a mesma raiz. A medicina cura o corpo, a matéria e a meditação cura a alma, o espírito. O amor é uma meditação e ela desabrocha no amor. Meditação é um estado de bênção, não-pensamento, serenidade e silêncio. É autodescoberta e a necessidade de compartilhar: o amor. Meditação é um estado de não-mente, de pura consciência. É preciso aprender o truque de não nos envolvermos com a mente, a arte de permanecermos indiferentes. Maturidade é conhecer algo em nós que é imortal: a meditação, que conhece Deus. A mente conhece o mundo, fica obcecada pelas nuvens, que vão e vêm. A meditação busca o céu, que é permanente. Devemos buscar o céu interior. A meditação pode se tornar
eternidade, é relaxamento em si, é um estado de não-vontade, de não-ação, de espontaneidade indisciplinada, sem direção, controle ou manipulação. Ela não tem meta, está no presente, é imediatismo. Quem medita torna-se silencioso, tranqüilo, pois a meditação traz paz. É a árvore que cresce sem semente, pois é mágica, misteriosa. Quem abandona o passado é meditativo. Na meditação vive-se o momento, nada interfere e a atenção é total, porque não há distração; só consciência. Quem medita encontra o amor, pois a meditação nos torna amorosos e o amor nos torna meditativos
Meditação e Amor - Quem quiser harmonia no amor precisa aprender a ser mais meditativo. O amor sozinho é cego, quem enxerga é a meditação. É bom substituir brigas por entendimento. Os conflitos existem por falta de compreensão. As palavras medicina e meditação têm a mesma raiz. A medicina cura o corpo, a matéria e a meditação cura a alma, o espírito. O amor é uma meditação e ela desabrocha no amor. Meditação é um estado de bênção, não-pensamento, serenidade e silêncio. É autodescoberta e a necessidade de compartilhar: o amor. Meditação é um estado de não-mente, de pura consciência. É preciso aprender o truque de não nos envolvermos com a mente, a arte de permanecermos indiferentes. Maturidade é conhecer algo em nós que é imortal: a meditação, que conhece Deus. A mente conhece o mundo, fica obcecada pelas nuvens, que vão e vêm. A meditação busca o céu, que é permanente. Devemos buscar o céu interior. A meditação pode se tornar
eternidade, é relaxamento em si, é um estado de não-vontade, de não-ação, de espontaneidade indisciplinada, sem direção, controle ou manipulação. Ela não tem meta, está no presente, é imediatismo. Quem medita torna-se silencioso, tranqüilo, pois a meditação traz paz. É a árvore que cresce sem semente, pois é mágica, misteriosa. Quem abandona o passado é meditativo. Na meditação vive-se o momento, nada interfere e a atenção é total, porque não há distração; só consciência. Quem medita encontra o amor, pois a meditação nos torna amorosos e o amor nos torna meditativos
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Até aonde se descobre
é importante poder refletir e ver o vento ao favor do que se trabalha pra união unidos somos mais fortes e mais guarnecidos podemos sentir mais a mao de Deus em todas as maos dos amigos que temos e assim somos... A natureza propria atrae as forças pra poder examinar a identidade unica que cada um pode se expressar sem invadir o que o outro pensa cada um sendo um castelo de sua busca de conheçimento apresentando o que sabe isso é maravilhoso ver e sentir na verdade é o que nos torna mais proximos isso tudo foi naturalmente criado e naturalmente devemos ser e nos manifestar com o exemplo dos animais em sua harmonia tudo sabem sobre a grande mae terra enquanto nos todavia ainda buscamos entender a sua grandeza e eu aqui na minha pequenez
me livrando de um montão defeitos buscando desligar o piloto automatico e sentir mais as pessoas os espelhos que somos na verdade muitas vezes falo mais sem falar uso a presença natural sinta o que isso provoca em seu pensar e continue comigo caminhando que tudo pode se ver ate aonde a vista alcança...
me livrando de um montão defeitos buscando desligar o piloto automatico e sentir mais as pessoas os espelhos que somos na verdade muitas vezes falo mais sem falar uso a presença natural sinta o que isso provoca em seu pensar e continue comigo caminhando que tudo pode se ver ate aonde a vista alcança...
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A vista uma vez vista c ve o segredo a ventura te leva acreditar faz o capitão do barco ver que nao é dirigido pela maré e sim pela sua propria corrente interior e o barco segue o coração na floresta e acredita sem medo que a sua força provoca os ventos a sua volta onde tem o alcançe dos destinos e buscas antes planejadas ele c entre...ga ao fluxo natural do tempo e alcança a sua fé que tudo pode ter e tudo pode ser humilde sempre com o pensamento de querer servir o proximo ser e ter o dominio pelo bem e pela pureza pra perceber o que é ter tudo isso poder utilizar e auxiliar a todos que estão na mesma centelha divina irmãos da Luz do agora sabe isso faz sentido somente c auto nos vermos e examinar mais nosso dia dia quem nos somos o que fazemos pra nos mesmos e para quem amamos... bons sonhos Ver mais
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
lindos ceios me inspiram a escrever sobre a natureza
Tão belos são teus ceios tão livres e soltos amamenta minha mente em pensamentos calentes lembrança da força que gera o inicio da formação da vida o leite sagrado que mata a minha cede
fiz essas palavras em inspiração nos ceios dela
fiz essas palavras em inspiração nos ceios dela
sábado, 31 de julho de 2010
Conclui tambem esta pintura em tela e tem essas palavras
Para melhor exercer a função de faxineiro, observo a orientação de Jesus que é mais ou menos assim: "Digno de minha felicitação é o que limpa o coração, pois assim fica fácil ver Deus". Alegra-me perceber o interior iluminado e limpo, sem sombras ou sujeiras. Quanto mais limpo o interior mais fácil fica para mim - e para os outros - ver e sentir a presença de Deus.
Como adorador, confesso que só me sinto confortável quando exerço bem as funções de porteiro e faxineiro. Então, percebo a presença de Deus enchendo todo o templo. Quando isso acontece, a adoração é natural, verdadeira, desejável e muito prazerosa. O interior do templo fica iluminado, o que pode ser visto até do lado de fora. Sinto-me pleno do Espírito Santo, acolhido e amado por Deus, e nutrido pela presença Crística.
Neste templo sagrado me encontro com Deus, recolho-me ao silêncio, harmonizo mente e coração e, ao meditar, sinto-me diluído no Eterno Mistério que com intimidade amorosa chamo de Pai Nosso.
Como adorador, confesso que só me sinto confortável quando exerço bem as funções de porteiro e faxineiro. Então, percebo a presença de Deus enchendo todo o templo. Quando isso acontece, a adoração é natural, verdadeira, desejável e muito prazerosa. O interior do templo fica iluminado, o que pode ser visto até do lado de fora. Sinto-me pleno do Espírito Santo, acolhido e amado por Deus, e nutrido pela presença Crística.
Neste templo sagrado me encontro com Deus, recolho-me ao silêncio, harmonizo mente e coração e, ao meditar, sinto-me diluído no Eterno Mistério que com intimidade amorosa chamo de Pai Nosso.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
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